Na semana passada, tive a oportunidade de ver esse filme. Dirigido por Darren Aronofsky e estreando pelo Jared Leto, Ellen Burstyn, Jennifer Connelly e Marlon Wayans. O filme conta a história de personagens que são interligados, e cada um acaba sofrendo um tipo de auto-agressão causado por drogas.
Mas como eu não quero estragar o “prazer” de assistir o filme, e tenho certeza que a emoção que ele desperta nunca será alcançada por palavras, vou apenas basear esse texto no fator que eu mais registrei no filme.
Aflição. Pura e crua. Não só pelas cenas fortes, mas pela realidade de que as pessoas tem uma certa força para se auto destruírem.
O filme mostra casos de uma forma bem exagerada e no limite, acredito que isso realmente aconteça, mas na maioria dos casos, a auto mutilação ocorre de maneira bem sutil.
Está quimicamente comprovado que, quando uma pessoa tem algum tipo de emoção ou sensação, o corpo produz um certo aminoácido que é absorvido por nossas células. Esses aminoácidos são aditivos, ou seja, o nosso corpo se vicia nas nossas próprias emoções. Isso explica os padrões de comportamento das pessoas: vitimas são sempre vitimas, raivosos são sempre raivosos, pessoas que gostam de sofrer, entre outros milhares.
Talvez esse seja mais um relato de algum cientista maluco, talvez não. O que eu sei é por alguma razão, as pessoas (quase todas!) parecem gostar de auto mutilação. A única explicação plausível é que para se chegar em uma próxima etapa, é preciso ir até o fundo do poço. Mas, por que? Por que as pessoas nunca pegam o caminho mais simples? Sinta-se livre para me responder.
Réquiem de um Sonho
Outubro 31, 2008 por Pri Ferrari
Amo esse filme.
Acho que as pessoas não pegam o caminho mais simples,justamente porque é simples demais,fácil demais e acaba perdendo o valor.
No caso dos personagens do filme,o problema foi o vicio e pelo vicio,tem gente que faz de tudo,até acabar com a própria vida.