Novembro 26, 2009 por Pri Ferrari
Sabe essas pessoas que dizem ficar inspiradas quando estão depressivas?
Eu, definitivamente, não sou assim.
Quando eu estou no fundo do poço nada me inspira de maneira alguma. Musicas? Poemas? Longos textos falando sobre o amor? Nem a pau.
Pela primeira vez em na vida, eu experimentei o real drama. Digo real porque pseudo drama eu já tive uns quatrocentos. Eu amava ficar vendo filmes românticos com lencinho, sorvete e chorando todas as minhas lagrimas.
Esse ultimo drama foi diferente. Senti na pele o que é aquela dor de se sentir incompleta, de estar longe, de experimentar o perfeito e depois ver que não é bem assim. Me senti a pior pessoa do mundo, mais inútil e sem graça. Fui pra um lugar que nada era suficiente. Negação, raiva, desespero, depressão. Não conseguia sair.
Mas o tempo cura tudo. Com certeza sempre que eu penso no tal assunto o no tal cara o arrepio vai do dedão até o ultimo fio de cabelo, mas talvez mais tempo cure isso também. O que importa é que eu estou com aquela gana de ficar melhor, de ser melhor.
Essa minha experiência com o amor me mudou de mil formas. Ao mesmo tempo que me mostrou sentimentos inesquecíveis e momentos únicos, me mostrou que se tornar vulnerável e sair se apaixonando pelo primeiro cara que te inspira é um grande erro. Eu sempre tive tanta vontade de sair conquistando os caras, de me fazer merecedora da felicidade, mas não é exatamente assim. Não se conquista ninguém, não existe ter que convencer alguém de que aquilo é certo, que é amor. Eu quero mais estar longe de qualquer cara que esteja na duvida que gosta de mim.
Bom, estou de volta. Com cicatrizes novas, mas de volta.
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Outubro 29, 2009 por Pri Ferrari
Eu nao quero. Repetir até eu mesma acreditar. O incomodo seria tando e me calo com medo de incomodar. Estendi a mao mais que uma vez, e cheguei quase a encostar em um homem distraido. Medrosa, hesitei. Nao reconheci mais nada alem de você e agora vou parar. Suspiro e vou tomar mais uma xicara de café.
Livros que eu tenho que ler:
Começando por:
A montanha mágica, Thomas Maan.
Seguindo com:
Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez.
Mrs. Dalloway, Virginia Woolf.
Ensaio sobre a cegueira, Saramago.
Revoluçao dos bixos, George Orwell.
1984, George Orwell.
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Maio 26, 2009 por Pri Ferrari
Todo mundo sabe que mulher é maluca pela famosa compra de sapato, não é mesmo?NÃO, mentira! Eu sou uma das pessoas mais diretas pra comprar roupas e sapatos (entrei na loja, falo “quero aquela e aquela”, experimento, pago, tchau beijonãomeliga). Porém, entretanto, todavia…eu adoro comprar DVDs. Passo hoooras nas lojas americanas até me deparar com “Tomates Verdes Fritos” por 12 reais, ou então na livraria cultura, “Natureza Selvagem” por 19 reais!Ah, não tem como me deixar mais feliz!
Já é até meio que subentendido que, quando você me convida pro seu aniversário, você vai ganhar um DVD. Adoro quando acho o filme favorito de tal amiga naquela promoção mega, ai eu acabo estocando!Nunca se sabe, o máximo que pode acontecer é ficar pra mim (o que, diga-se de passagem, não é nada mal).
E outra sensação muito boa que o DVD SHOPPING trás pra minha vida é rasgar o plástico. Ui!É só enfiar o dedo na parte que se abre o DVD que sai aquele barulho “clec, clec, clec…” hahaha.
A minha coleção já está bem grandinha e se você for fazer as contas, existe uma pequena fortuna. Em média eu paguei uns 20 reais em cada um. Dá última vez que eu contei eu tinha uns 40 DVD´s….ou seja: 800 reais!(isso explica muita coisa).
De agora em diante…..Bala 7 Shopping.
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Março 31, 2009 por Pri Ferrari

As pessoas reagem a filmes e livros de maneiras diferentes. Muitos livros mudaram a minha vida, e ultimamente eu li um livro, alias, 4 livros que mudaram totalmente a minha visão sobre diversos aspectos. Se antes eu achava que romance era uma idiotice e cavalheirismo era machismo, hoje eu já penso diferente. Se antes eu via a vulnerabilidade como algo negativo, hoje eu consigo enxergar que é a maior forma de demonstrar segurança e de se arriscar. Lógico que existem os machistas de plantão, mas existe também o cuidado. Provavelmente porque eu nunca experimentei isso, eu olhe com preconceito. Sempre que algum cara veio ‘cuidar’ de mim, era só uma forma de controle ou então de puro melaço. Isso tudo me faz ficar mais ansiosa ainda, é mais um item para minha incansável lista de pensamentos. Impressionante como eu penso além do necessário (hahahaha). Eu poderia trabalhar com isso, sério!Eu preciso de um emprego que tenha que pensar em alternativas possíveis. Eu sempre sei o que pode acontecer, é tão difícil algo ou alguém me pegar de surpresa.
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Janeiro 10, 2009 por Pri Ferrari

Ser vulnerável é algo que sempre me assusta. Eu não costumo deixar todo mundo ir “entrando” na minha vida e muitas vezes já fui chamada de grossa e estúpida.
Quando se trata de homens, essa minha característica se destaca mais ainda, afinal…são eles que sempre acabam me machucando.
Todo esse medo gerou relacionamentos superficiais e rápidos. Eu sempre acho alguma desculpa ou defeito bobo para tirar todos os caras do caminho e a mais pura verdade é que eu tenho medo de ser rejeitada primeiro.
Não é como se eu não tivesse razões para agir dessa forma, alias, eu as tenho cada vez mais! No exato momento em que eu arrisco uma iniciativa com alguém que eu julgo que talvez seja um “cara legal”, bum!Eu fico na mão.
Eu não consigo parar de me perguntar: Por quê?
E é óbvio: eu espero demais! Eu, aleatoriamente, escolho um sujeito e penso: É ele! e coloco todas as minhas expectativas em cima dessa suposição. Ai quando não da certo (sempre), eu fico me culpando!Minha auto estima vai pro lixo e eu acho que nada nunca vai dar certo….oh, tadinha de mim! Bullshit! Hahaha.
Let it be, let it go!Fluir e desencanar!
Existe apenas um jeito de colocar isso em prática…
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Janeiro 2, 2009 por Pri Ferrari
E simplesmente tudo pareceu mudar. Ano novo é apenas mais um eufemismo para as pessoas esperarem que, por algum milagre divino, tudo vai mudar. Nesse ano eu vou parar de roer unha, emagrecer, arrumar um namorado e ir pra África. E na virada lá estava eu naquela festa enorme, pessoas, mansão, sozinha. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Bum, o vazio toma conta. Abraço todo mundo, dou risada, choro, e vejo os fogos…e aquilo acaba retratando o rumo que minha vida tem tomado. Se antes eu costumava estar com os pés na água, olhando para cima, chorando de alegria com tanta beleza e luz…hoje eu estou em uma casa distante, onisciente e onipresente olhando o que se passa de mais lindo. Look, but don´t touch. Touch, but don´t taste. Taste, but don´t swallow. Acabei não vendo as pessoas que eu mais queria ver, meu amigo babão, minha amiga vermelha e aquela dúvida constante. Pensei nas minhas amigas…e apertou.
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Novembro 9, 2008 por Pri Ferrari
Brigadeiro, bolinha de queijo, pipoca, pula-pula, Xuxa e seus patinhos e poodles de bexiga! Elementos que estão sempre presentes em festas de crianças. Muita gente efusiva e presentes cada vez maiores e mais caros.
Nesse fim de semana, depois de muito tempo sem ir, eu fui à uma festa infantil. Descobri que certas coisas nunca mudam, por exemplo:
- a minha mãe ainda me exibe para as amigas.
- a minha tia ainda fala “pega uma cervejinha para títía” .
- sempre tem uma gordona que quebra a cadeira de plástico.
- sempre tem um bêbado que entra no pula-pula e faz uma criança chorar.
- sempre tem uma velhinha que todo mundo tira foto porque acha que é ultima vez que iram vê-la.
- a mesma velhinha mastiga constantemente (certeza que: ou ela vive comendo, ou regurgita, ou chupa chiclete).
Eu me divirto em festa assim, porque eu dou risada sozinha ao perceber essas situações tão engraçadas que ninguém parece notar. Vocês notam?
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Outubro 31, 2008 por Pri Ferrari
Na semana passada, tive a oportunidade de ver esse filme. Dirigido por Darren Aronofsky e estreando pelo Jared Leto, Ellen Burstyn, Jennifer Connelly e Marlon Wayans. O filme conta a história de personagens que são interligados, e cada um acaba sofrendo um tipo de auto-agressão causado por drogas.
Mas como eu não quero estragar o “prazer” de assistir o filme, e tenho certeza que a emoção que ele desperta nunca será alcançada por palavras, vou apenas basear esse texto no fator que eu mais registrei no filme.
Aflição. Pura e crua. Não só pelas cenas fortes, mas pela realidade de que as pessoas tem uma certa força para se auto destruírem.
O filme mostra casos de uma forma bem exagerada e no limite, acredito que isso realmente aconteça, mas na maioria dos casos, a auto mutilação ocorre de maneira bem sutil.
Está quimicamente comprovado que, quando uma pessoa tem algum tipo de emoção ou sensação, o corpo produz um certo aminoácido que é absorvido por nossas células. Esses aminoácidos são aditivos, ou seja, o nosso corpo se vicia nas nossas próprias emoções. Isso explica os padrões de comportamento das pessoas: vitimas são sempre vitimas, raivosos são sempre raivosos, pessoas que gostam de sofrer, entre outros milhares.
Talvez esse seja mais um relato de algum cientista maluco, talvez não. O que eu sei é por alguma razão, as pessoas (quase todas!) parecem gostar de auto mutilação. A única explicação plausível é que para se chegar em uma próxima etapa, é preciso ir até o fundo do poço. Mas, por que? Por que as pessoas nunca pegam o caminho mais simples? Sinta-se livre para me responder.
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Outubro 22, 2008 por Pri Ferrari
Tentei escrever sobre os princípios batalhando contra a ganância de benefícios materiais, mas isso não é nem metade da razão porque toda a corrupção e imoralidade existem. Em minha opinião a resposta vem de um só lugar: insegurança.
Logicamente a palavra “poder” poderia caber ai também, mas acredito que uma pessoa manifesta a procura pelo poder, pois precisa de alguma maneira extravasar sua insegurança, sem demonstrar para os outros que no fundo, é infeliz.
Poder é a muleta dos inseguros, é uma forma superficial de se sentir melhor. Nesse filme, podemos ver a insegurança em diversos casos. O garoto está com medo de não ser tudo aquilo que deseja ser, e isso é tão grande que consegue acabar com todo ambiente moral e honesto em que o Bud foi criado. Enquanto o Gordon está inseguro, pois está ficando velho e tem medo de perder tudo que conseguiu, pois na verdade, ele se sente sozinho.
Alias solidão pode se encaixar até melhor que insegurança em alguns casos. Iates, poder, carros, poder, mansões, poder: uma busca desesperada de preencher um espaço com o material errado, por isso nunca é o suficiente.
Lendo isso você deve estar se excluindo desse tipo de pessoa, eu também não gosto de parecer assim. Mas a infeliz verdade é que esse medo mora em todos, porém a manifestação depende de nós. Alguns compram sapatos, outros ternos, outros jogam, outros escrevem, mas por mais mascarada que a insegurança esteja, é mais uma das características gerais de TODOS nós.
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Outubro 17, 2008 por Pri Ferrari

Até os meus 17 anos, eu era totalmente carnívora, comia até carne crua enquanto minha mãe fazia strogonoff. Depois que eu vi um documentário chamado Earthlings, eu me tornei vegetariana. Eu adorava carne, e até hoje não acho errado o ser humano comer animais, a razão da minha mudança foi o fato de milhares e milhares de animais serem criados estritamente para o alimento. A matança de forma cruel e desumana não é um acontecimento isolado, ela acontece na maioria dos matadouros.
Nessas férias eu fui para Campos de Jordão com algumas amigas, e comemos um rodízio de founde, eu confesso que estava bem alterada em função da bebida, então na hora que chegou a carne, eu peguei um pedaço. O gosto foi muito mais forte do que eu lembrava e eu não achei tão saboroso como antes, mas isso não importa.
O fato é que, no intervalo da minha faculdade, estávamos conversando sobre se o que é certo e errado varia com a cultura, e o vegetarianismo veio à tona. Uma menina, que estava em Campos na hora que eu comi a tal da carne, veio levantar a sobrancelha e a voz para mim, dizendo que vegetarianos de verdade não comem carne nem quando estão bêbados. Na hora eu fiquei irritada, mas não sabia exatamente com o que.
Pensei e pensei, e entendi que o que pisou no meu calo foi que agora quando eu digo que sou vegetariana, é como se eu fizesse parte de um grupo de gente totalmente ecologicos que, embora eu respeito muito essa integridade, não é verdade.
Eu faço algumas coisas que para mim fazem sentido. Quero dizer, não me juntei ao Greenpeace, mas parei com pequenas coisas. Isso não me faz uma pessoa melhor do que ninguém, e nem me pressiona e obriga a fazer todo o resto perfeitamente sustentável, obriga? Será que agora as pessoas se dividem em certas e erradas?
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